150 anos do Theatro São Pedro
2 Julho, 2008 at 11:51 pm | In 1 | No CommentsPor Natalia Manczyk
Fundado em 27 de junho de 1858, época em que a cidade de Porto Alegre tinha apenas 20.000 habitantes, o Theatro São Pedro já recebeu personalidades como Arthur Rubinstein, Villa-Lobos, Cacilda Becker, Olavo Bilac e Getúlio Vargas.
A comemoração durou toda a tarde do dia 27 e teve a apresentação do espetáculo “Ensina-me a Viver”, com a atriz Glória Menezes, e um “Parabéns a você” tocado pela Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa).
Publico aqui algumas fotos tiradas pelo amigo e fotógrafo da Zero Hora, Daniel Marenco, desta que é uma das mais belas casas de espetáculos do Brasil.
Teatro sem fronteiras
25 Junho, 2008 at 2:25 pm | In Matérias | No Commentspor Monali Bassoli e Vinícius Saccomani
Durante oito anos, o Teatro Kaus Cia. Experimental apresentou em suas peças dramaturgos brasileiros. Mas o diretor Reginaldo Nascimento queria fazer algo diferente, inédito na cena paulista. Ao perceber a ausência de grupos que trabalhassem com autores latino-americanos, decidiu, então, pesquisar conteúdos de outros países da América Latina.
Nascimento e o seu grupo decidiram procurar textos teatrais em todos os lugares. Liam tudo que chegava às suas mãos. O problema era que alguns destes textos não tinham tradução e outros eram de difícil acesso, como os de Cuba, por exemplo.
“Buscávamos um encontro que pudesse colaborar com a cena paulista apresentando um pequeno, mas importante, traço do exercício de conhecimento da dramaturgia latino-americana”, comenta o diretor.
Mas foi com a indicação de outro diretor, Alexandre Mate, que o grupo encontrou o que seria sua principal fonte de pesquisa, o site do CELCIT (Centro Latino-Americano de Criação Teatral). Esse site ajudou o Kaus a conhecer novos textos, escritores e histórias, até então, desconhecidos. Segundo Nascimento, definir por onde começar talvez tenha sido a tarefa mais difícil, pois era grande o número de bons textos vindos de outros países.
O estudo começou em janeiro de 2005 pela dramaturgia chilena, devido a facilidade de acesso ao texto já traduzido. O resultado foi a montagem da peça ‘Infiéis’ de Marco Antonio de la Parra. A partir daí, segundo o diretor, “fez-se despertar a necessidade de conseguir novos materiais de pesquisa, criar condições para que tivéssemos acesso a mais opções de textos e dramaturgos que pudessem ser traduzidos e encenados”.
Foi aí que nasceu o projeto Fronteiras - O Teatro na América - Latina. Os primeiros trabalhos foram direcionados em dramaturgos da Argentina e Venezuela. Fazendo contato direto com estes países, chegaram aos nomes do argentino Santiago Serrano e do venezuelano Edilio Peña. Os textos e pesquisas destes dramaturgos foi o suficiente para abrir o diálogo entre a realidade teatral do Brasil e destes países.
Porém, o projeto só foi concretizado em agosto de 2006, devido a Lei de Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo, que possibilitou o encontro de idéias, a discussão com os dramaturgos dos três países, tradução de textos e encenação, ou seja, tudo aquilo que estava sendo desenvolvido pelo Teatro Kaus. A trilogia latina foi composta por: ‘A Revolta’ de Santiago Serrano, ‘El Chingo’ de Edilio Peña e ‘Infiéis’ de Marco Antonio de la Parra.
História
O Teatro Kaus Cia. Experimental foi criado em dezembro de 1998 pelo diretor Reginaldo Nascimento e pela atriz e jornalista Amália Pereira com o desejo de aprofundar estudos relativos ao trabalho do ator, a partir da dramaturgia brasileira e temática social.
O projeto de criação da Companhia teve início em 1996, em São José dos Campos, após a montagem do texto ‘Homens de Papel’ de Plínio Marcos. Surgiu assim, a linha de estudos do Teatro Kaus Cia. Experimental. Em 2000, foi realizado o projeto. ‘Brasil em Cena’, uma trilogia com ‘O santo e a porca’,de Ariano Suassuna, ‘O cocô do cavalo do bandido’, de Chico de Assis e ‘Oração para um pé de chinelo’, de Plínio Marcos.
A Companhia teve como foco dramaturgos e autores brasileiros até o ano de 2004. Em janeiro de 2005 começaram os estudos da dramaturgia latino-americana, dando origem ao projeto Fronteiras - O Teatro na América Latina.
Teatro latino-americano: preconceito e falta de divulgação
24 Junho, 2008 at 12:20 am | In 1, Matérias | No CommentsPor Júlia Aronchi e Natália Manczyk
A peça Valsa das Solitárias, que está em cartaz na Casa das Rosas, em São Paulo, foi estendida até 29 de junho. São três monólogos dirigidos por Diego José Villar, onde as atrizes e também produtoras Patrícia Leornadelli, Fernanda Cunha e Líria Varne trazem com sutileza e ironia a única montagem de um autor latino-americano em cartaz, atualmente, na capital paulista.
A obra é do dramaturgo argentino, naturalizado chileno, Jorge Díaz que faleceu no ano passado aos 77 anos. Os esquetes interpretados, “Um Negócio de Peso”, “O Jardim das Delícias” e “Casta Diva”, fazem parte de um compêndio de textos escrito pelo autor entre 2002 e 2003, que trata sobre os dramas do universo feminino. Os monólogos mostram, respectivamente, o culto ao corpo, o relacionamento familiar e a dificuldade do mercado de trabalho.
Patrícia Leonardelli, natural de Porto Alegre, fez mestrado e doutorado na faculdade de Artes Cênicas da USP Universidade de São Paulo-, onde lecionou e criou, em sua disciplina, um grupo de estudos de dramaturgia latino-americana contemporânea. “O intuito era descobrir textos de autores que não se montam no Brasil e que pouco se fala”. Ela conta que na faculdade as peças sequer são sugeridas pelos professores.“Foi com essa pesquisa que eu encontrei a Valsa das Solitárias e como as meninas ( as duas outras atrizes) estavam buscando textos desafiadores que nos colocassem no limite e nos fizesse experimentar curvas dramáticas, escolhemos este conjunto de textos”.
Patrícia conta que, no Brasil, ainda não há muita pesquisa sobre esse tipo de dramaturgia por causa do preconceito. “A gente fala latino- americano como se nós não fizéssemos parte disso. Mas só nós somos assim, o intercâmbio entre os outros países vizinhos é muito maior”. Para Patrícia, a língua diferente não significa um obstáculo para a representação dos textos, já que o espanhol não é incompreensível a tal ponto. “Esta é uma questão de colonização mesmo, este é o grande entrave”. Segundo ela, os problemas começaram com a ditadura. “Antes, existia uma integração, existiam momentos, conversas, existiam viagens. Mas fecharam a fronteira, impediram a comunicação, enfiaram americano aqui, enfiaram Mc Donald’s. E até hoje a gente está assim, nós somos colonizados”, repete.
Ela também atribui a culpa pela falta de divulgação do teatro latino-americano às instituições, que dificultam o patrocínio. Enquanto a Cultura Inglesa faz, segundo ela, “um trabalho louvável” com a organização de três festivais anuais (o Tim Festival, o Drama Festival e o festival de divulgação da dramaturgia britânica contemporânea) e dá entre 30 e 35 mil reais para quem deseja produzir uma peça inglesa, o Instituto Cervantes não organiza eventos deste tipo e dificulta o apoio às produções culturais. “Não é à toa. Os ingleses são mais ligados. Eu estou de mecenas. Eu! E o Cervantes não pode pagar?”.
Sobre a recepção de textos latino-americanos pelo público, Patrícia acredita que as diferentes realidades vividas entre os diferentes países não são um problema para o entendimento das obras. Segundo ela, a temática é coletiva e a memória histórica latino-americana é comum. “O que aconteceu com a gente aconteceu com todos os países. Todos fomos brutalmente colonizados, todos sofremos ditaduras, todos temos nossas feridas e todos estamos atrás da nossa historia que não esta clara”.
Conforme a atriz e professora, ouve-se muito que as obras latino-americanas são afetadas ou “calientes” e, com isso, os textos são tratados somente de forma sarcástica. “Eu já li críticas dizendo que a dramaturgia latino-americana é de ‘tipos’, sem profundidade, o que é uma grande bobagem e mostra que as pessoas efetivamente não conhecem”. Ela completa: “Nós sabemos de todos os norte-americanos contemporâneos, mas não sabemos dos latinos americanos, o que é paradoxal”.
Em maio deste ano, uma mostra da Cooperativa Paulista de Teatro trouxe um pouco da dramaturgia latino-americana a São Paulo. O evento reuniu 11 companhias teatrais que representaram as artes cênicas de sete países, além de palestras e debates sobre os atuais problemas que enfrenta o teatro da região. Patrícia concorda que a iniciativa foi positiva estimulando a formação do público. “Isso vai fazendo as barreiras caírem e vai tirando um pouco dessa visão elitista babaca sobre o que se produz na América Latina”.
A escolha do texto de Jorge Díaz se deu por ele trabalhar com o limite muito delicado entre o que é absurdo e o que não é. “O tempo inteiro ele joga com o que é esquisito, o que é familiar, engraçado e o que é constrangedor. Esses textos eram o que sintetizava melhor essa estratégia literária do autor”, afirma Patrícia.
O subgênero Teatro do Absurdo, onde muitos encaixam a obra de Jorge Diaz, é polêmico, mas, como explica Patrícia, não tem como desconsiderar a raiz do mágico na literatura latino-americana. “O que a gente chama de mágico é essa coisa de brincar com realidades tão fabulosas quanto a realidade verdadeira. E nisso Gabriel Garcia Marques é o maior de todos os autores”.
Um recurso usado para montagens latino- americanas é misturar as duas línguas, gerando uma sonoridade que o público reconhece mas não é comum. Colocar palavras em espanhol gera uma esquisitice, mas não pode causar estranheza, explica Patrícia: “Algumas palavras a gente tirou porque o nosso diretor achava que ficava muito esquisito. Por exemplo quando o meu personagem fala para o Chiquinho parar de comer os seus dedinhos que não são doces porque se não ele vai ficar manco (rs). Mas ‘manco’ a gente usa mais pra falar do pé e daí trocamos por ‘aleijado’.
Algo semelhante quase aconteceu em outro momento da peça quando a personagem se refere ao médico como um ‘desalmado’. “Mas essa palavra a gente não tirou porque tinha uma esquisitice de texto latino e não queríamos que ficasse um coloquial brasileiro”.
A peça ora choca ora conforma e, por vezes, nos faz rir e pensar. Vale a pena ir até a bela Casa das Rosas e contemplar o ambiente intimista da sala de espetáculos com capacidade para apenas 25 pessoas na platéia.
Serviço: A Valsa das Solitárias. Casa das Rosas, Av. Paulista número 37. Sábados às 21h00 e Domingos às 19h00. 14 anos. Até 29 de junho. R$ 15.
A descoberta das religiões
23 Junho, 2008 at 7:10 pm | In 1 | No Commentspor Yuri Machado
O GTP (Grupo de Teatro da Poli) terminou recentemente o ciclo de apresentações da peça de Millôr Fernandes, “O homem do princípio ao fim”. Conhecidos pelo uso de soluções cênicas inusitadas, o grupo, no caso, usa de um boneco em fantoche para interpretar um texto de Millôr.
No momento, preparam nova peça a ser apresentada no Biênio, Cidade Universitária.
23 Junho, 2008 at 6:45 pm | In Matérias | No Comments
por Yuri Machado e Wagner Pimenta
Todos os Murietas
O terreno aberto em pás e sachos era tomado pelo amarelo grosso do sol aportado do Caribe. Imigrados de todas as Américas, os mineiros chegavam à Califórnia para encher as unhas de terra preta, abrir com os dedos as pedras e caçar o ouro. A cidade era mexicana, mas fora anexada aos Estados Unidos; as minas eram latinas, mas dominadas pelos ianques: o país que nascia começava a mastigar o continente.
Mitológico, Joaquín Murieta, bandoleiro da Corrida do Ouro –não se sabe se mexicano ou chileno– na época ainda era apenas um domador de cavalos atraído pelo aquecimento da economia. Na viagem rumo à California, conhecera Teresa, camponesa, com quem se casara; ainda sem saber que a morte desta – estuprada e assassinada por um grupo de americanos “patriotas” – seria o estopim de sua transformação em símbolo de resistência.
A lei pendia para os galgos. Os antigos donos do chão passavam a ser dele expulsos à porretadas e tiros, enquanto pesadíssimos impostos eram cobrados aos mestiços –fossem novos, fossem antigos mineiros da região. O então desolado Murieta decidia juntar-se a outros quatro greases (ou “sebosos”, como eram taxados os latinos), para vingar-se da invasão ianque.
Decapitado poucos anos após chegar à Califórnia, Joaquín Murieta logo chegou ao posto de figura folclórica carimbada para as revoluções latinas, tendo sido, por exemplo, bastante citado pela frente zapatista. Descrito por quem o vira em 1850 como um bem vestido e educado cavaleiro, o rebelde entrou para a lista dos “criminosos” mais amados da história, ao lado de Tiradentes e Cristo; muito principalmente entre os mexicanos.
O bandoleiro renderia ainda inspiração para personagens diversas de cinema, prosa e teatro, tomando formas e nomes diferentes. Considerado o “Robin Hood” da Califórnia, Murieta daria luz ao “Zorro”, e inspiraria o roteiro de Guillermo Arriaga, “Os três enterros de Melquíades Estrada”, de 2005, sem contar sua recriação poética escrita por ninguém menos que Pablo Neruda, poeta chileno, em sua única peça para teatro, de 68; “Fulgor e morte de Joaquín Murieta”.
Todos os enterros
Tendo sido indicado para prêmios diversos de teatro, Guillermo Arriaga focou a narrativa de “Os três enterros de Melquíades Estrada” em um ponto muito curioso da vida de Joaquín Murieta –embora este nome não esteja no roteiro, apenas no pé verídico da história-; a incerteza que paira até hoje sobre o local de nascença e morte do bandoleiro, esta que traz 3 versões diferentes - entre elas inclusive a da suposta fuga de Murieta, que nunca teria sido realmente capturado.
Na peça, mais tarde transformada em filme dirigido por Tommy Lee Jones, o guardador de cavalos mexicano, Melquíades Estrada, imigrante ilegal residente nos Estados Unidos (em terras das anteriormente mexicanas), é assassinado por acaso quando um ianque atira desordenadamente para o deserto, mirando no que acreditava ser um coiote. Pete Perkins, fazendeiro local e amigo de Melquíades, então decide partir em uma jornada para levar o corpo do mexicano para casa, além da fronteira, tendo antes de desenterrá-lo dos fundos da delegacia.
A casa de Melquíades não existe. Pete é guiado o roteiro todo por uma foto de uma família que não é a do amigo, e pela descrição de um vilarejo que nada mais é do que um vale abandonado onde nada de fato jamais houvera. Termina por enterrar o corpo de Melquíades a ultima vez neste vale desolado, em sua vila imaginária. Da mesma forma, nem o casamento de Murieta e Tereza pôde ser comprovado; sequer metade de suas façanhas. Dizia-se que roubava dos ricos para dar aos pobres, tal qual o mito inglês de Robin Hood, mas tudo que se pode dizer com certeza é que foi dos criminosos mais procurados. Nesta forma, sua existência real é praticamente anônima, quase tanto quanto a de Melquíades de Arriaga.
Nomear o roteiro de “Três enterros..” é mais do que uma sugestão de sua intenção. O título não só coroa a imortalidade de um símbolo, este que não pode morrer, pois parece desenterrar-se e ressuscitar quantas vezes for preciso, como discute a importância final da própria existência de Joaquín Murieta. Melquíades, na história, mesmo depois de morto, é sentado e coberto pelo amigo como se estivesse vivo; Pete inclusive conversa com ele a maior parte do tempo. Assim, Murieta, como Ernesto “Che” Guevara e Mahatma Gandhi, não pode ser “desmascarado”, pois deixou de precisar ter existido tão grande quanto seu mito há tempos. Talvez nunca tenha precisado. Murieta terminava por ser apenas a representação dos horrores da imigração frente a xenofobia, tanto quanto Ernesto o símbolo da não-submissão ao Imperialismo Norte-americano, e Cristo a bandeira do altruísmo e do sacrifício. Melquíades, por sua vez, era um símbolo de Murieta.
“De tanto amar llegué a tanta tristeza,
De tanto combatir fui destruído
Y hora entre lãs manos de Tereza
Dormirá la cabeza de um bandido.”
(Pablo Neruda, em “Fulgor y muerte de Joaquín Murieta)
Valsa das Solitárias
23 Junho, 2008 at 4:00 pm | In 1 | No Commentspor Júlia Aronchi
Clipe da peça teatral em cartaz na Casa das Rosas.
Casa das Rosas, Av. Paulista nº37. Sábados às 21h00 e Domingos às 19h00. R$ 15. Censura 14 anos. Até 29 de junho.
O Centenário de uma Cultura
20 Junho, 2008 at 3:39 pm | In Matérias | No CommentsPor Camilla Chevitarese e Tauana Campos
Declarado Monumento Histórico da Humanidade em 1989, o Teatro Cólon, em Buenos Aires, é referência quando se trata de cultura na América Latina. O teatro está fechado para restaurações e reformas, que deveriam estar concluídas neste ano, com sua “reinauguração” fazendo parte das comemorações de seu centenário, completado justamente em 2008. Para quem conheceu o imponente prédio e teve oportunidade de assistir a um espetáculo no local, como a chilena Ema Taricco, o Colón é marcante e inesquecível. “Vale a pena só passar por lá e admirar o prédio”, como ela o fez recentemente.
O novo prazo para o término das obras é 2010. Taricco, que conta orgulhosa que o Cólon tem este nome em homenagem a Cristóvão Colombo, recomenda que, com a reabertura do teatro ao público, todos que tenham oportunidade assistam a algum espetáculo lá ou ao menos conheçam o prédio.
História
Inicialmente, o teatro localizava-se na Plaza de Mayo e foi inaugurado no dia 27 de abril de 1857, com uma montagem da obra “La Traviata” de Giusepe Verdi. Ele teve que fechar suas portas em 1888 e o edifício foi comprado pelo Banco da Nação Argentina. Com o dinheiro arrecadado um novo prédio foi construído para abrigá-lo e até os dias de hoje o Cólon fica entre a famosa Avenida 9 de Julio e a Plaza Lavalle. Em 1908 o Teatro Cólon reiniciou suas atividades, dessa vez com a peça “Aída”, de Verdi.
Projetado por Francesco Tamburini e Víctor Meano, a construção levou 18 anos para ser concluída. O teatro tem acomodação para quase 3.000 pessoas e é reconhecido por ser um dos melhores espaços para apresentações de ópera. Artistas de renome mundial como Arturo Toscanini, Jane Bathori, Enrico Caruso, Maria Callas, Plácido Domingo, Luciano Pavarotti e Astor Piazzolla já realizaram performances no local. Além de óperas, o Cólon também já foi palco para apresentações de balé, música popular e até eventos oficiais e privados.
Reforma
A Secretaria da Cultura de Buenos Aires elaborou um Master Plan para ampla e detalhada restauração do Teatro Cólon. Inicialmente as obras tinham um prazo de sete anos, começaria em 2001 e terminaria em 2008, ano em que o Cólon completa cem anos. Entretanto, no dia da comemoração o teatro permaneceu fechado em decorrência do atraso das obras. O teatro não esteve fechado por todo o tempo da reforma. Em uma primeira fase foram realizados relevamentos, diagnósticos, documentação digital e seqüências de ação. Na segunda fase foram previstos projetos e licitações, assim como obras, porém, com o teatro aberto, foi somente na terceira fase, que teve início em 2006, que o teatro fechou suas portas para o público.
Os objetivos gerais do Master Plan pretende explorar os seguintes aspectos: Ampliação da qualidade e quantidade de oferta de espetáculos musicais, melhora de serviços para o público, empregados e artistas; valorização e conservação do patrimônio edificado; atualização tecnológica do cenário e instalações; novo tipo de funcionamento e otimização do edifício existente, hierarquização da colocação urbana e otimização do gasto público.
Referência mundial
Nascida no Chile, a professora Ema Taricco, 62, veio para o Brasil aos cinco anos de idade. Ela costumava passar suas férias na casa de familiares na capital argentina e, assim, teve a oportunidade de assistir a muitos espetáculos e por diversas vezes pode contemplar a grandiosidade do Cólon. Para a professora o teatro é “quase uma parada obrigatória”, tamanha sua importância para a cultura mundial. Ema lembra que em sua última viagem para Buenos Aires, o teatro já estava fechado para reformas, mas isso não a incomodou, pois “tudo que serve para aprimorar a cultura, vale a pena”.
Taricco conta que, em sua última viagem a Buenos Aires, realizada há cerca de dois anos, prédio estava em obras e fechado ao público. Mesmo assim fez questão de, num passeio pela cidade, passar em frente ao Colón para “matar saudades” e rever o que considera “uma referência entre os teatros, o mais importante de toda a América Latina”. A professora chilena conta nunca ter assistido a algum espetáculo “conhecido mundialmente”, mas que assistiu a muitos outros, embora não se recorde “de cabeça” dos nomes das apresentações, “pois já faz muito tempo”.
“Me lembro das danças, de cantores conhecidos que faziam apresentações lá. Era quase que uma parada obrigatória das turnês que os artistas estrangeiros faziam pela América Latina, o que demonstra a importância do Cólon. Para se ter idéia de sua importância, os artistas nem pensavam em se apresentar no Teatro Municipal de São Paulo, por exemplo”, detalha Tarricco.
A professora considera “superinteressante” as obras de restauração do Cólon, assim como tudo o que “serve para aprimorar a cultura vale a pena. O nome Colón é uma referência a Cristovão Colombo, ou seja, é um teatro que faz parte da história. Estas atividades são ótimas porque assim é possível mesclar o passado e o presente. Quem, assim como eu, já entrou lá, vai poder reviver os momentos, admirar a arquitetura e se encantar com os espetáculos. E aqueles que não tiveram a oportunidade de conhecer podem ter uma nova chance agora.”
Marcelo Médici de volta aos palcos de São Paulo
17 Junho, 2008 at 2:58 pm | In Matérias | No CommentsPor Camilla Chevitarese
O humorista e ator Marcelo Médici, que participou das novelas globais Belíssima e Sete Pecados, está em cartaz no Teatro Shopping Frei Caneca com a peça Cada Um Com Seus Pobremas.
O espetáculo, que segue a linha stand-up comedy, mostra todo o talento de Marcelo ao encenar diversos personagens. A temporada do ano passado foi um sucesso e os ingressos estavam esgotados com antecedência. Antes de comprar, no entanto, vale a pena conferir um dos personagens que Marcelo fez no Programa do Jô. Vale a pena dizer que o vídeo está entre os mais acessados do Youtube. Confira:
Tia Penha:
Gravação do CD de “A Noviça Rebelde”
8 Junho, 2008 at 11:35 pm | In 1 | No CommentsPor Natalia Manczyk
Musical “A Noviça Rebelde” Estréia no Rio
5 Junho, 2008 at 4:03 pm | In Matérias | No CommentsPor Camilla Chevitarese
O espetáculo, baseado no filme “A Noviça Rebelde”, está em cartaz no novíssimo espaço cultural multiuso Oi Casa Grande, no Leblon. No elenco, o ator global Herson Capri como o galã Capitão George Von Trapp e Kiara Sasso como a protagonista Maria Reiner.
Kiara é conhecida do público pelas ótimas atuações em musicais paulistas. Interpretou as protagonistas Bela e Christine - em “A Bela e a Fera” e “O Fantasma da Ópera”, respectivamente - e a esposa do soldado Chris, em “Miss Saigon”.
A peça tem duração de 185 minutos e está em cartaz em sessões variadas de quarta a domingo.
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